A segunda parte da nossa visita a Marechal Deodoro é inteiramente dedicada aos seus monumentos históricos, que incluem igrejas, conventos, museus e até a casa do Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil. Do Barro Vermelho, mais precisamente a partir da Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, até o antigo convento Franciscano, passando também pelo Largo da Matriz, pela Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que já foi palco de grandes acontecimentos políticos, onde tomou posse o primeiro governador da então província das Alagoas, Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, incluindo o Palácio Provincial, atual sede da prefeitura, que já abrigou a comitiva do imperador Dom Pedro II, quando de sua passagem pela cidade, Marechal é um caldeirão cultural para o turismo.

Então acompanhe as dicas da Tribuna Independente para conhecer alguns pontos legais de Marechal Deodoro na sua próxima visita.

A Igreja Santa Maria Madalena e o Convento de São Francisco: o início da construção da igreja e convento foi em 1684, apesar de dois anos antes dessa data já terem chegado a cidade os primeiros membros da Ordem Franciscana. Em 1689 foi terminada a capela-mor, depois disso, as obras foram paralisadas durante 30 anos, e apenas em 1723, a primeira missa celebrada nesta igreja aconteceu na Semana Santa do ano de 1662. Mas sua obra só foi totalizada em 1793.

Sua fachada apresenta adereços em formas de plantas, confeccionados em pedra calcária; pardieiras emolduradas nas janelas do coro; a janela central apresenta um óculo que favorece a ventilação.

A capela-mor, concluída em 1689 tem teto em caixotões e, a capela profunda tem retábulo, que é uma estrutura em pedra ou talha de madeira que se eleva na parte posterior de um altar. Este trabalho é único em todo Nordeste brasileiro. Sob o coro existe um painel de Santa Clara de Assis, pintado pelo artista plástico pernambucano José Eloy, em 1817.

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco: anexa a Igreja de Santa Maria Madalena foi construída durante o século XVIII, possui fachada de estilo Rococó. Uma porta única, feita em folha almofada, dá acesso ao templo que tem mais três janelas de adorno.

A Igreja do Senhor do Bonfim: primeira igreja construída no município. Não se sabe ao certo a data da sua construção, mas conhece-se o fato de o patrimônio ter sido estabelecido por Diogo Soares da Cunha, no ano de 1611. Sua fachada tem influência das igrejas franciscanas de outras cidades da região Nordeste.

Conventos contam história da religiosidade da época

O Convento e Igreja do Carmo: Igreja do Carmo, obra de autoria dos religiosos carmelitas não tem data conhecida de construção, mas estima-se que seja anterior ao ano de 1715. Serviu de moradia para os religiosos que construíram o Convento do Carmo e, em 1872, passou a ser Capela do Cemitério do Carmo.

Convento do Carmo, também conhecido como Convento Caiado, sua construção teve início em 1722, mas nunca foi dada como concluída, por conta da quizila judicial entre os responsáveis pela sua construção, os religiosos carmelitas, e os franciscanos. Os dois grupos religiosos disputavam a soberania religiosa local.

A Igreja de Nossa Senhora do Ó. Na Igreja de Nossa Senhora do Ó, começou a ser instalada a Irmandade da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo da Reforma Calçada, em 16 de julho de 1744. Muito tempo depois, em novembro de 1870, foi entregue ao culto público completamente restaurada e serviu de capela ao cemitério público da antiga capital alagoana.

O Convento de São Francisco: O conjunto arquitetônico Santa Maria Madalena retrata um dos mais belos exemplares da arquitetura barroca em Alagoas, merecendo destaque entre os demais monumentos históricos do Estado pela riqueza de detalhes que compõem a obra e por ter sido cenário para as mais diversas ocupações ao longo dos três últimos séculos.

A casa onde nasceu Deodoro da Fonseca, no centro histórico, virou ponto de atração turística. Um pequeno museu instalado no seu interior retrata com móveis e utensílios, o cotidiano de Deodoro e sua família.

Construção em troca da atual Massagueira

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição: sem registros para precisar a data de construção da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, algumas fontes indicam que a mesma já existia em 1654 e que foi edificada pelo português João Esteves, em troca das terras do atual dist

Além de toda significação religiosa que inspira, foi na matriz, em 1819, que foi empossado o primeiro governador da Capitania de Alagoas. Em 1860, o Imperador D. Pedro I, juntamente com a Imperatriz Dona Teresa Cristina visitaram o monumento. Nesta igreja foi, também, celebrado o casamento do Major Mendes da Fonseca com Rosa da Fonseca. Assim como foram, neste templo, batizados todos os seus filhos, entre eles, Marechal Deodoro.

A Igreja de Nossa Senhora do Amparo: o monumento teve sua pedra fundamental lançada em 1757. Em 1819 recebeu a imagem grande que fica no altar, quatro do crucificado e mais uma da caixinha. Em 1860 sua obra foi dada como concluída, apresentando fachada com frontão brasonado em volutas e ladeados por dois pináculos. Na parte de baixo, um óculo lobulado e duas janelas sob a porta principal almofadada.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. A edificação já existia por volta de 1777 sob a forma de capela, sendo de grande devoção entre os homens negros. Registros mostram que a construção do atual templo, maior que o anterior, foi iniciada em 1834 pela irmandade do Rosário para ser frequentada pelos escravos.

rito de Massagueira. Foi queimada e destruída pelos holandeses quando da invasão do território. No ano de 1672, os habitantes da vila voltaram a levantar o monumento, que foi concluído muito anos depois, em 1783. A obra é marcada pelo predomínio dos traços do estilo rococó.

TRIBUNA HOJE

 

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