O Ministério da Saúde (MS) suspendeu o repasse de R$ 5,936 milhões destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital alagoana, por não cumprimento de algumas exigências por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), que administra o serviço em Alagoas, comandada pelo secretário Alexandre Ayres.
Em portaria publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) dessa terça-feira (1º), o ministro da Saúde substituto, João Gabbardo dos Reis, ressalta que a suspensão atinge todos os serviços pertencentes ao Samu, como a Central de Regulação das Urgências (CRU), Unidades de Suporte Básico (USBs), Unidades de Suporte Avançado (USAs), Motolância e Aeromédico.
Segundo a Sesau, atualmente o Samu Alagoas dispõe, em Maceió, de nove Unidades de Suporte Básico (USBs) e cinco Unidades de Suporte Avançado (USAs UTI móvel), uma delas para o Serviço Neonatal. Além disso, conta com quatro motolâncias e Serviço Aeromédico (UTI Aérea).
Secretário Alexandre Ayres é o responsável pela pasta
FOTO: larissa bastos
De acordo com a portaria, a suspensão é resultado do relatório de uma auditoria feita pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e da nota técnica emitida pela Coordenação-Geral de Urgência sobre o serviço em Alagoas. A portaria não informa, no entanto, detalhes sobre o resultado dos dois documentos.
A Gazetaweb procurou o supervisor do Samu em Alagoas, Marcos André Ramalho Martins, para saber em que acarretaria, para a população, a suspensão dos repasses dos recursos ao serviço. Por telefone, ele informou que as questões referentes a verbas federais eram tratadas diretamente entre governo Federal e Sesau. Procurada, a secretaria não se manifestou até a postagem desta matéria.
Retorno
Esta não é a primeira vez que o governo de Alagoas deixa de receber recursos federais na área da Saúde. Como a Gazetaweb mostrou nessa terça-feira (1º), o governador Renan Filho não utilizou e devolveu R$ 13,5 milhões a Brasília por falta de competência administrativa para executar os projetos. Os recursos – que se somam aos R$ 45 milhões parados e que haviam sido liberados para o Hospital Metropolitano – deveriam ter sido utilizados para ampliar a cobertura do SUS no Estado.
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