O CSA conseguiu a classificação para a final do Campeonato Alagoano após vencer o Murici, por 4×0, nesta segunda (3), no Estádio Rei Pelé. A noite foi especial para Rodrigo Pimpão, que marcou dois gols, voltando a balançar as redes depois de meses. Em entrevista coletiva online, Pimpão comentou sobre a vitória e a nova marca pessoal na carreira: 100 gols marcados.

“Fico feliz em ajudar o CSA na semifinal. Era de grande importância para nós, sabíamos da qualidade do adversário. Fico grato aos meus companheiros, tenho consciência que não estava atuando bem. Também sei que posso dar mais de mim. Hoje foi muito especial: cheguei a 100 marcados na carreira. A camisa do Azulão vai ter muito valor para mim, e ter um lugar especial”, disse Pimpão.

Na partida, o jogador correu a partida toda, marcando os inícios de jogadas do Murici desde o campo de defesa adversário. “Quando cheguei no CSA, já tive que mostrar meu trabalho, tive que atuar, mesmo não estando 100%. Trabalhei muito durante a pandemia, pois sabia que poderia dar mais de mim em campo. Estou muito feliz com essa partida, mas não podemos dar muita brecha para comemoração, pois na quarta (5) já temos o jogo da final.”

Pimpão chegou no Azulão recheado de incertezas por parte da torcida, ainda mais com as atuações abaixo do que os azulinos esperavam. Contra o Murici, o jogador parece ter dado a volta por cima, sendo o destaque da vitória. Sobre as descrenças da torcida, Pimpão disse que:

“Foi um primeiro tempo bem difícil. No segundo, consegui ajudar o CSA, coloquei a bola no chão. Quando não está bem tecnicamente, você tem que doar ainda mais de si. As críticas são bem-vindas, pois entendo que posso dar mais de mim. Somos cobrados para fazermos uma boa performance. Agora é trabalhar e fazer meu melhor”, finalizou o jogador.

Baptista diz que entrada de Nadson, no intervalo, foi “fatal” para vitória do Azulão
FOTO: Ailton Cruz

Quem também esteve presente na coletiva foi o treinador Eduardo Baptista. O professor explicou sobre a entrada de Nadson, que foi crucial para a mudança na postura ofensiva do CSA.

“O Nadson entrou bem. Ele pode ser um meia mais interno ou pelos lados, e era essa a intenção. A ideia era de que ele buscasse tanto o Pimpão, quanto o Michel [Douglas], que ele fosse uma ligação entre o meio e o atacante. O pessoal que entra do banco é para fazer a diferença”, disse Baptista.

No primeiro tempo, o CSA até chegou perto de abrir o placar, mas, fosse pela trave salvadora, ou pelas defesas de Alexandre, o Azulão só marcou o primeiro gol no segundo tempo. Eduardo Baptista comentou sobre o que foi discutido, no vestiário, para a volta do intervalo.

“A grande virada acontece ainda no primeiro tempo. Conversamos durante a parada técnica, vimos que estávamos perdendo na segunda bola e ficava com o Murici. É um time que tem que ser respeitado, e davam a bola para o Souza criar as jogadas. No final do segundo tempo, conseguimos chegar com o Pimpão pelos lados, criamos boas situações. E, no intervalo, na entrada do Nadson, foi a peça fundamental para criar a ligação com o ataque”, finalizou o treinador.

Por Luiz Caldas | Portal Gazetaweb.com

FOTO: Ailton Cruz

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