Usuários de internet estão reclamando da interrupção constante nos serviços prestados à população da capital sempre que a Equatorial faz algum serviço na rede elétrica.
Conforme a Associação dos Provedores de Internet do Estado de Alagoas, entre 30 mil e 50 mil pessoas ficam sem os serviços, cada vez que a Equatorial faz algum trabalho de manutenção nos postes. Dependendo da ocorrência, cerca de 60 empresas de internet são atingidas.
Conforme o presidente da Associação, Ângelo Rosa, em uma vez específica, o problema alcançou 200 mil pessoas. “Isso acontece quando a Equatorial rompe muito o backbone. A empresa tira os cabos das operadoras que estão no poste, cortam tudo sem necessidade e acaba afetando toda a região”, explicou.
Outro problema apontado pela Associação dos Provedores de Internet do Estado de Alagoas como fator responsável pela brusca interrupção dos serviços de internet são os “gatos” – ligações clandestinas de energia – feitos por algumas pessoas.
Segundo Angelo Rosa, ao fazer “gatos”, as pessoas utilizam cabos mais baratos, sem qualidade, com baixa amperagem, até o momento que o cabo aquece, pega fogo e queima as fibras óticas que estão ali. As fibras não têm energia, mas acabam virando combustível quando tem faísca.
Devido ao alcance de cobertura, os problemas na rede de internet são gigantescos. Alagoas tem uma média de 700 mil assinaturas de banda larga por fibra ótica. Deste total, metade apenas em Maceió.
Ainda conforme a Associação dos Provedores de Internet do Estado de Alagoas, a ação da Equatorial é criminosa, uma vez que o corte dos cabos não é comunicado previamente aos provedores e pega as empresas de surpresa. Algumas empresas chegam a fazer um Boletim de Ocorrência.
O mecânico Armando Silva é uma das pessoas prejudicadas. Ele contou que perde a conta de quantas vezes, por semana, tem o serviço de internet interrompido de forma brusca. “É sempre um problema, a gente liga para a empresa e eles precisam de tempo para colocar os cabos no lugar e refazer a conexão”, reclamou.
A reportagem do jornal Tribuna Independente procurou a Equatorial para prestar esclarecimentos o que não aconteceu até o fechamento desta edição.
Por Valdete Calheiros – repórter / Tribuna Independente
Foto: Edilson Omena













