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As cores e a alegria do Carnaval já estão nas lojas do Centro de Maceió à espera dos consumidores que, segundo os lojistas, deverão colocar em dia, até esta quinta-feira, as compras para a maior festa popular do país.

A expectativa da Aliança Comercial é que as vendas, neste ano, superem em 10% a movimentação do Carnaval passado. Roupas, fantasias, calçados, moda praia e adereços estão entre os itens mais procurados.

Por isso, nas lojas, as fantasias infantis, fantasias para adultos, confetes, serpentinas, tintas para colorir cabelos, espuminhas e sombrinhas de frevo são facilmente encontradas nas vitrines e no interior dos estabelecimentos. Acessórios para complementar fantasias ou criar personagens pitorescos completam a oferta.

O preço médio das fantasias femininas gira em torno de R$ 100,00. Fantasias infantis estão a partir de R$ 30,00. O preço médio é R$ 40,00. O saco de confete pode ser comprado por R$ 2,99. O pacote de serpentina custa R$ 5,00. Tintas e espuminhas saem, cada uma, por R$ 9,99 e a tradicional sombrinha de frevo pode ser adquirida por R$ 11,99.

A médica Paula Diniz já está de malas prontas para passar o Carnaval em Recife. Vai passar a folia com amigos. Nas lojas do Centro, estava garimpando os últimos acessórios para adornar os figurinos para os quatro dias de festa.

“Quero chegar em Recife e já curtir. Não dá para perder tempo comprando mais nada lá. Só consigo viajar sexta. Então, é cair na folia”, adiantou ela que, além do brilho dos adornos estava preocupada com o preço, segundo ela, nada atrativo.

Diante de tantas opções e preços variados, a vendedora Lanúbia Elias não teve tanto trabalho para convencer a cliente. “Bastou sugerir algo que agradasse tanto o gosto quanto o bolso. E deu certo”, comemorou.

Quem está de olho nos fregueses é a vendedora ambulante Maria Deodata que, este Carnaval, apostou suas economias na confecção de fantasia infantis. Roupas leves, com pouco tecido e muita cor são as características dos seus produtos.

O Procon/AL vem realizando trabalho para evitar abusos. O órgão dispõe de canais para atender os alagoanos por meio de reclamações. Caso haja alguma ocorrência, o consumidor pode entrar em contato através do 151, mensagens pelo WhatsApp (82) 98883-7586 e de forma presencial, mediante agendamento, através do site agendamento.seplag.al.gov.br .

Consumidores pesquisam antes de efetuarem compras do Carnaval (Foto: Adailson Calheiros)

Procon/AL realiza fiscalização para evitar abusos na comercialização

Para que o Carnaval aconteça a contento de todos – consumidores e comerciantes – fiscais do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas (Procon/AL) realizam fiscalizações em bares e restaurantes, com o objetivo de verificar se o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) está sendo cumprido.
Durante a ação, o órgão emitiu sete autos de constatação e relatórios de visita, documentos utilizados para formalizar irregularidades encontradas e solicitar as adequações necessárias.

“As fiscalizações têm o propósito de realizar um trabalho educacional e orientador em bares e restaurantes, para que eles preparem a estrutura adequadamente, a fim de acolher bem os foliões e os turistas neste tempo tão alegre das prévias carnavalescas”, reforçou Adelaide Melo, agente de fiscalização.

Caso as adequações solicitadas pela equipe não sejam realizadas dentro do prazo estabelecido, serão emitidos autos de infração, medidas aplicadas quando as empresas desrespeitam os direitos do consumidor.

Segundo a Gerência de Fiscalização do Procon/AL, essa foi a primeira parte do trabalho da equipe. Essa ação se estenderá durante todo o mês de fevereiro, com as prévias já programadas e o Carnaval na primeira semana de março.

“É importante esse trabalho para orientar o consumidor que, normalmente, não pesquisa muito”, afirmou o presidente do órgão, Daniel Sampaio.

Estimativa é que cerca de R$ 104 mi devem circular em Alagoas nos festejos

Segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a estimativa é de que R$ 104,46 milhões circulem em Alagoas, durante o Carnaval.

A expectativa representa um aumento de 3,78% em relação aos R$ 100,65 milhões da receita turística injetada pela festa do Momo no ano passado no estado.
Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Adeildo Sotero, Alagoas tem uma particularidade que amplia o potencial econômico dos festejos.

“Nosso estado tem uma dinâmica interessante: a capital Maceió se consolidou com as prévias carnavalescas, enquanto as cidades do interior, principalmente as litorâneas, são destinos procurados durante a festa. E isso fortalece o comércio, principalmente nos setores de serviços e turismo, como gastronomia, hotelaria e de entretenimento”, ressalta.

Pela própria característica da festa, é um período que aquece o comércio com aumento da demanda por fantasias, acessórios, alimentos, bebidas e serviços, sendo um bom momento para pequenos empreendedores como costureiras, vendedores ambulantes e motoristas de aplicativo, que podem aproveitar o aumento da demanda para incrementar a renda. Outros fatores que ajudam a impulsionar a economia são a atração de turistas nacionais e internacionais; a oferta diversificada de eventos carnavalescos; e a expansão da rede hoteleira e gastronômica.

De acordo com os dados da CNC, o período deve gerar 395 postos de trabalho, o que significa um aumento de 17,2% sobre 2024 e um crescimento acumulado de 143,8% entre 2020 e 2024. Estes números demonstram que o carnaval tem se consolidado como um forte impulsionador do turismo e da geração destes empregos, com um crescimento consistente nos últimos anos e refletindo a recuperação econômica e a valorização do setor.

Em 2020, foram ofertadas 160 vagas, mas em 2021 houve uma queda para 141, possivelmente devido aos impactos da pandemia da Covid-19. A partir de 2022, observou-se uma retomada do mercado, com um crescimento para 184 vagas, seguido por um aumento mais considerável (de 36,9%), em 2023, com 252 postos de trabalho temporário. O ano de 2024 manteve essa tendência positiva, registrando 337 vagas; uma elevação de 33,7% em relação ao ano anterior.

Por Valdete Calheiros – colaboradora / Tribuna Independente

(Foto: Adailson Calheiros)