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O deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, conduziu com maestria o primeiro dia de oitivas da Comissão. Experiente no Ministério Público Estadual de Alagoas, o parlamentar formulou as perguntas de forma que ficasse claro se houve ou não omissão dos órgãos federais e, principalmente, trazendo à tona a necessidade de esclarecer quem cometeu esse crime contra as vítimas desse golpe bilionário, que afetaram os aposentados e pensionistas brasileiros.

Através das perguntas do relator Alfredo Gaspar, na sessão desta quinta-feira (28), a Defensora Pública da União (DPU), Patrícia Bettin Chaves, confirmou que, após aderir a um acordo proposto pelo STF, abriu mão de propor ações individuais em defesa dos cidadãos que não aceitarem os termos impostos.

“O povo brasileiro precisa ter a garantia de que não será abandonado por um órgão tão importante que é a Defensoria Pública. Não é aceitável que a Defensoria se esconda atrás de um acordo feito no STF e pare de lutar pelos aposentados e pensionistas que foram lesados”, apontou Alfredo Gaspar.

Em suas perguntas, o relator destacou ainda que, na prática, a DPU empurra os cidadãos para a Defensoria dos Estados, deixando milhares de idosos à própria sorte. Outro ponto levantado foi a correlação entre descontos associativos e empréstimos consignados. “Pedimos à defensora dados sobre descontos associativos e créditos consignados. São informações importantes para a CPMI, porque, para as vítimas desses crimes bilionários, o sofrimento é duplo. Além da ‘queda, vem o coice’: as vítimas têm aposentadoria ou pensão tomada ilegalmente e ainda acabam endividadas com consignados”.

Com firmeza, o relator garantiu que a CPMI não permitirá que os responsáveis se escondam atrás de acordos políticos ou omissões institucionais. “A verdade virá à tona. Vamos buscar a reparação para cada real roubado dos aposentados e pensionistas”, finalizou Alfredo Gaspar.

CADA MINUTO

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