Propaga-se que, na política, quem sabe o que quer não permanece em cima do muro. No interior, diz-se que o bom cabrito não berra; já o filósofo Confúcio ensinava que o silêncio é o amigo que não trai.
As três ideias convergem para o mesmo ponto: estratégia. Isso não significa, porém, que o muro seja alto demais para quem ainda percorrerá o caminho até as urnas. No jogo político, estratégia é a essência — e, muitas vezes, a arma mais eficaz.
Nesse contexto, chama atenção o conjunto de sinais recentes: o registro de JHC ao lado de Renan Filho e da ministra do STJ, Marluce Caldas; os elogios públicos de Renan à gestão de JHC; e o gesto político de aproximação simbolizado no abraço entre ambos. Movimentos que causaram estranhamento em parte da opinião pública, enquanto outros os interpretam como peças de um tabuleiro maior. Estratégia certa ou equivocada? A resposta depende da leitura — individual e coletiva.
Nos bastidores, a prioridade agora é administrar a crise que envolve Arthur Lira e JHC. Nesse cenário, Alfredo Gaspar surge como peça-chave para o equilíbrio. Sua decisão pode tanto consolidar a força da oposição ao MDB quanto provocar sua fragmentação.
Do lado de MDB e PSD, o cenário é de estabilidade: o jogo parece definido. Já no campo formado por União Progressista, PL e PSDB, as contas estão sendo refeitas. Unidos, representam uma força capaz de desafiar o grupo dos Renans. Separados, tendem a enfraquecer-se — abrindo espaço para disputas internas e eventuais rupturas no tripé político (Arthur, Alfredo e JHC).
O silêncio, nesse contexto, é parte da estratégia. Mas o que se articula nos bastidores, especialmente entre os que ainda não se definiram, fala mais alto.
Mesmo sem declaração explícita, a possibilidade de renúncia de JHC desponta como o movimento mais ruidoso até agora — e ajuda a explicar o silêncio que predomina no cenário político.
POR: POLÍTICA ALAGOANA
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