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Entregadores por aplicativo voltaram a protestar, em diversos pontos de Maceió, contra o Projeto de Lei (PL) nº 152/2025 que propõe a regulamentação das atividades da categoria no Brasil.

À tarde a categoria ocupou parte da Avenida Dona Constança de Góes Monteiro, no bairro de Mangabeiras. Pela manhã, a paralisação aconteceu no bairro do Jaraguá. A manifestação foi iniciada no Trapiche da Barra.

Os entregadores reivindicam mudanças na proposta de regulamentação das plataformas de transporte e entrega. Em Alagoas, existem cerca de 11 mil entregadores entre motos, bicicletas e carros.

De acordo com os trabalhadores, o projeto beneficia exclusivamente as plataformas digitais e oficializa a exploração aos entregadores e motoristas por aplicativo.

Uma das lideranças dos entregadores, Nicolas Canton de Oliveira explicou que a empresa está ganhando praticamente o dobro do que os entregadores recebem por cada entrega.
Segundo ele, o Projeto de Lei não atende às demandas da categoria. Os entregadores aguardam também melhorias nos pontos de apoio.

A mobilização foi convocada pelo Sindicato dos Motoristas por Aplicativos do Estado de Alagoas (Sindapps/AL) e pela Associação de Entregadores de Aplicativos de Maceió (Apeam) faz parte de uma ação nacional que aconteceu, de forma simultânea, em diversas cidades do país.

A categoria informou que a primeira votação do PL estava prevista para acontecer ontem, mas foi retirada de pauta a pedido do líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT). O ponto que mais causa debates e divergência entre parlamentares e representantes dos entregadores é a remuneração mínima.

A proposta prevê o pagamento de R$ 8,50 por entrega em trajetos de até três quilômetros de carro ou quatro quilômetros para bicicletas e motos, ou ainda um valor mínimo de R$ 14,74 por hora. Por outro lado, o governo defende o pagamento mínimo de R$ 10 por corrida.

Para as entidades que defendem a categoria, a fixação de valores mínimos e limites para taxas pode afetar a dinâmica entre oferta e demanda, a renda dos trabalhadores e o acesso da população aos serviços.

Por Valdete Calheiros – repórter / Tribuna Independente

Foto: Divulgação