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Os pontos irregulares de lixo se espalham pelos bairros de Maceió, causando vários transtornos para os moradores dessas comunidades. Os entulhos são jogados pela própria população nas calçadas e até mesmo em parte da rua, obstruindo a passagem de pedestres, cadeirantes e veículos. Esse tem sido um desafio da Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), que, apesar de realizar a limpeza, o lixo continua sendo jogado no dia seguinte.

Na Rua Franco Jatobá, no bairro Prado, restos de material de construção de uma obra nas proximidades foram colocados na calçada, obstruindo o passeio. Mesmo diante das reclamações dos moradores, o entulho não havia sido retirado.

Há mais de dez anos, os moradores da Travessa Dr. José Joaquim Araújo, no Jacintinho, convivem com o acúmulo de lixo em uma calçada. A quantidade de detritos vai de lixo doméstico a restos de construção, móveis, plásticos e outros materiais, que atraem ratos, baratas e outros insetos. Os moradores denunciam constantemente; a equipe da Alurb recolhe o material, mas, no dia seguinte, pessoas da comunidade e de outras localidades voltam a jogar resíduos na área.

De acordo com a Alurb, a capital alagoana possui 180 pontos críticos que acumulam material inservível, detritos domiciliares, restos de construção e podas de árvores. Além de causarem problemas ambientais e de saúde, esses pontos comprometem a estética urbana.

Em nota, a direção da Alurb informou que já realiza ações de educação ambiental diariamente em escolas e diversos bairros da capital, de porta em porta, levando orientações para a população. Informou também que, nos últimos cinco anos, mais de 180 mil pessoas já foram beneficiadas.

Além disso, as equipes de fiscalização já atuaram em mais de 450 ocorrências em 2026. Na tentativa de sanar os pontos de lixo e dar uma nova vida a esses locais, o órgão os revitaliza com pintura artística, instalação de canteiros, bancos e plantio de mudas ornamentais. Nos últimos cinco anos, foram realizadas mais de 80 revitalizações, transformando essas áreas em locais de convívio social e devolvendo-as à população da região.

Por Editoria de Cidades / Tribuna Independente

Foto: Sandro Lima