Em razão da paralisação por tempo indeterminado dos peritos de Alagoas, a liberação de corpos no Instituto Médico Legal (IML) da capital tem uma demora registrada de 24 horas, no mínimo, aumentando o sentimento de angústia entre familiares que aguardam, com revolta, por seus entes queridos. Peritos e a população lidam com omissão do governo Renan Filho (MDB) diante de impasses.

As famílias que aguardam desde a tarde de terça-feira (10), pela liberação dos corpos de familiares, registraram sua indignação e sofrimento diante do cenário de demora no IML. Karine Cristina, amiga de familiares, relatou o desespero que é vivenciado desde a morte do amigo, que ocorreu no município de Capela.

“A família está desesperada, só queremos atenção e compreensão. A gente quer o direito de ter um momento de despedida, mas a gente não sabe como está a situação, não sabemos se vai ser possível. Só temos contato com o responsável pela organização das fichas na recepção, mas ninguém dá uma posição pra gente, estamos completamente de mãos atadas. É cruel”, contou Karine.

Com quadro efetivo limitado, a categoria de peritos se vê impotente diante da falta de contato com o governo do Estado. Um dos funcionários, que preferiu não ser identificado, contou à Gazetaweb que a situação de demora vivenciada agora é apenas um reflexo da quantidade reduzida de funcionários.

“Hoje estamos trabalhando normalmente, com os funcionários que temos disponíveis. O que acontece, nos outros dias, é que temos um cenário de trabalhadores se doando à população e atuando em regime de hora extra. Precisamos que o governador Renan Filho entenda isso, necessitamos de novos efetivos, estamos completamente sobrecarregados”, disse o funcionário.

Os servidores integrantes das carreiras que compõem a Perícia Oficial denunciam que não têm recebido uma política de valorização salarial do governo Renan Filho, acumulando perdas que vão desde a implantação inadequada de correções do índice IPCA dos anos de 2014, 2015 e 2016, como também a mudança do cálculo do adicional de insalubridade após a aprovação da lei estadual nº 7.817/2016. Eles avaliam que, ao longo dos últimos quatro anos, a categoria “andou para trás”.

GAZETAWEB.COM

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