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O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da 66ª Promotoria de Justiça, emitiu Recomendação ao secretário municipal de Infraestrutura de Maceió, Mac Merrhon Lira Paes, cobrando, em caráter emergencial, medidas cabíveis para a criação de barreiras na ponte situada na Avenida Governador Afrânio Lages, sobre o Vale do Reginaldo, conhecida popularmente como Ponte do Reginaldo. O promotor de Justiça, Jorge Dória, concedeu um prazo de 15 dias para que haja manifestação da referida secretaria sobre o acolhimento ou não, bem como especificação das providências adotadas.

Para o representante ministerial, tal descaso não pode ser mantido enquanto pessoas em surtos psicóticos usem o espaço para tirar a própria vida.

“Temos de correr contra o tempo para evitar que mais pessoas tirem a própria vida. Maceió há muito teve o Edifício Breda como ponto preferencial para quem, por problemas psicológicos, geralmente acompanhados de depressão, se suicidassem. Depois que foi solucionado o problema lá, a conhecida ponte do Reginaldo tem sido usada com frequência e não podemos admitir que isso seja ignorado pelo poder público. O Ministério Público fez a intervenção, por meio da recomendação, e espera que seja acatada, sob pena de responsabilização do gestor omisso”, ressalta o promotor.

A Prefeitura de Maceió informou que iniciará o serviço de instalação de grades de proteção em toda a extensão da Ponte do Reginaldo, na Avenida Leste Oeste, no bairro Feitosa. A obra faz parte do Programa Nova Maceió e tem o objetivo de levar mais segurança à população.

Grades de proteção serão instaladas em toda a extensão da ponte (Foto: Reprodução)

A intervenção será executada pela Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes). O titular da pasta, Gustavo Acioli Torres, explica que o serviço deve ser iniciado até a próxima semana e terá duração de aproximadamente um mês.

“A confecção das grades de proteção já está sendo finalizada e iniciaremos a instalação até a próxima semana. Esta obra é de suma importância para a segurança da população, evitando acidentes e ações contra a vida”, explica Torres.

A equipe da Tribuna Independente e portal Tribuna Hoje debate sobre o problema há anos. em uma das reportagens, no ano de 2017, as pessoas que moram embaixo da ponte relataram o medo de viver a angústia de ver corpos caindo em seus telhados e quintais.

Confira: A Ponte do Reginaldo e o último suspiro dos desesperados

Fonte: Ascom MPE e Ascom Sudes \ TRIBUNA HOJE

(Foto: Sandro Lima)