O Instituto Datafolha tentou medir o percentual de brasileiros que são fanáticos por Jair Bolsonaro, ou seja, aquele que o seguem em qualquer circunstância, sem levar em conta a catástrofe econômica, seus ataques às instituições e os números desastrosos da pandemia de coronavírus no Brasil.

“Esse grupo de adeptos fiéis, entusiastas fanáticos, adoradores em qualquer situação, representa 15% da população adulta. É o chamado grupo heavy do presidente, um núcleo duro de apoiadores irrestritos, bolsonaristas radicais, que vai às ruas por seu presidente, que Bolsonaro confunde com o povo brasileiro”, aponta reportagem analítica da Folha de S. Paulo, de Reginaldo Prandi.

“Esses 15%, ainda que minoritários, formam uma base barulhenta, destemida e sempre se mostrando.Suas opiniões contrastam muito com as dos demais 85% da população, uma maioria que também abriga bolsonaristas de outro perfil, gente que votou no presidente, mas que nem sempre leva a sério o que ele diz, pensa e faz, e que não prima por avaliações necessariamente favoráveis ao governo Bolsonaro”, prossegue a reportagem.

“Não se pejam esses 15% de concordar com o fechamento do Congresso Nacional (36% se dizem favoráveis) e do Supremo Tribunal Federal (com o apoio de 44%). É muito, considerando que as porcentagens respectivas dadas pelo grupo dos demais brasileiros foram 14% e 16%”, escreve ainda Prandi.

O sociólogo Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, tem apresentado este número de 15% há mais de dois meses e defendido a tese de que o apoio de 30% alardeado por pesquisadores e analistas políticos não corresponde à realidade. Comentarista e colunista do 247, ele tem detalhado o assunto seguidamente.

Fonte: Brasil 247 \ TRIBUNA HOJE

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

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