No cronograma da política, as eleições, praticamente, se retroalimentam. As municipais fortalecem os partidos e campos políticos para as eleições gerais e vice e versa. É parte da lógica de pleitos realizados a cada dois anos. Por conta disso, há até que “se eleja” sem se candidatar. É o caso de Ronaldo Medeiros (MDB), que (re) assume mandato na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) a partir de janeiro de 2021, uma vez que o deputado estadual Marcelo Beltrão (PP) se elegeu prefeito de Coruripe.

Hoje à frente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), Ronaldo Medeiros foi o líder da base do governador Renan Filho (MDB) durante seu primeiro mandato.

À Tribuna, ele ressalta que continuará as ações quando da última vez em que exerceu mandato na Casa de Tavares Bastos.

“Sempre tive uma pauta de lutas em defesa dos servidores públicos e dos movimentos sociais. Colocarei o mandato novamente a serviço da sociedade. Minha luta será voltada para a educação, qualidade do transporte público, realização de concursos públicos, agricultura familiar, geração de emprego e renda”, comenta. “[Também] vou acompanhar a transição do novo modelo de saneamento básico do estado”, ressalta Ronaldo Medeiros.

Além de Marcelo Beltrão, outros parlamentares também se candidataram a prefeito, mas não conseguiram se eleger: Davi Davino Filho (PP), em Maceió; Tarcizo Freire (PP), em Arapiraca; e Jairzinho Lira (PRTB), em Lago da Canoa.

PARENTES

Se somente quatro deputados estaduais tentaram assumir prefeituras este ano, mas quase todos os parlamentares tiveram parentes eleitos estado a fora.

Inácio Loiola (PDT), por exemplo, teve seu sobrinho, Tiago Freitas (MDB), eleito em Piranhas. Ângela Garrote (PP) elegeu o irmão, Aldo Lira (PP) em Estrela de Alagoas. Bruno Toledo (PROS) teve sua mãe, Lucila Toledo (Podemos), eleita em Cajueiro. Fátima Canuto (PRTB) teve seu filho, Renato Filho (PSC) reeleito em Pilar, e a nora, Ceci Rocha (PSC), eleita em Atalaia.

A deputada Flavia Cavalcante elegeu seus irmãos, Fernanda Cavalcanti (MDB) e Fernando Cavalcante (MDB), nas cidades de São Luiz do Quitunde e Matriz do Camaragibe, respectivamente. Paulo Dantas (MDB) elegeu sua esposa, Marina Dantas (MDB), na cidade de Batalha. Olavo Calheiros (MDB) – tio do governador – reelegeu seu filho, Olavo Neto (MDB), em Murici.

Davi Maia (DEM) teve seu pai, Marcelo Lima (MDB), eleito em Quebrangulo. Gilvan Barros (PSD) elegeu seu primo, David Barros (MDB), em Girau do Ponciano. Já Cibele Moura (PSDB) teve seu pai, Abrahão Moura (DEM), eleito em Paripueira. Jó Pereira (MDB) teve seu primo, Nícolas Pereira (PP) e seu tio, Peu Pereira (PP), eleito em Teotonio Vilela.

Já Galba Novaes teve seu filho, Galba Netto – ambos do MDB – reeleito vereador em Maceió. Dudu Ronalsa (PSDB) elegeu sua irmã, Gaby Ronalsa (DEM), vereadora em Maceió. O deputado Davi Davino Filho pode ter sido derrotado nestas eleições, mas seu pai, Davi Davino (PP), se reelegeu vereador na capital alagoana. Marcos Barbosa (Cidadania) teve sua esposa, Silvânia Barbosa (PRTB), reeleita vereadora em Maceió.

O deputado Léo Loureiro (PP) elegeu seu primo, Aldo Loureiro (PP), vereador em Maceió. Ricardo Nezinho (MDB) elegeu sua irmã, Ruth Nezinho (PL), vice-prefeita de Arapiraca, e seu irmão Rogério Nezinho (MDB), vereador na cidade – ambas as candidaturas estão sub júdice. Também derrotado este ano, só que em Arapiraca, Tarcizo Freire elegeu seu filho, Túlio Freire (PP), vereador na “capital do Agreste”.

O deputado Antonio Albuquerque (PTB) não teve parentes direto eleitos este ano, mas conseguiu ampliar consideravelmente o número de prefeito sob sua tutela, passando de um para 12 chefes de Poder Executivo municipal em Alagoas.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

(Foto: Ascom/ALE)

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