Sábado é dia de Galo. Dia de reabilitação. O time está pressionado sem vencer a nove jogos e com isso convoca a torcida. O CRB recebe o Juventude às 20h45, no Rei Pelé, pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Os ingressos já estão à venda com preços promocionais. Os valores variam entre R$ 12,50 e R$ 300. A arquibancada baixa estará fechada para esta partida. A arquibancada alta Curva e Grande Arquibancada custa R$ 50 (R$ 25 meia / R$ 12,50 Sócio Regatas); as cadeiras custam R$ 300 (R$ 150 meia) e o visitante: R$ 50 (R$ 25 meia). Também há a opção de ingresso solidário, limitado a 100 unidades. O torcedor pode trocar um kit escolar (veja o card abaixo) por um ingresso da Grande Arquibancada. O CRB informa que o torcedor que adquirir meia-entrada deverá comprovar o benefício no acesso ao estádio. A gratuidade é válida para idosos acima de 60 anos e crianças de 2 a 11 anos, exclusivamente nas arquibancadas.
Fora de campo a direção tenta explicar a situação. Uma coletiva para expor o momento ruim do time foi convocada. O diagnóstico dos dirigentes é de que o desgaste e uma série de sete lesões prejudicaram o trabalho da comissão técnica. Presidente do clube, Mário Marroquim explicou as providências que foram tomadas, lembrou que há um limite financeiro e deu apoio ao treinador Eduardo Barroca, afirmando que tem convicção no trabalho da comissão técnica.
“Temos uma equipe competente, um diretor competente e um treinador competente, e têm que dar sequência ao trabalho. E tem que dar tranquilidade aos jogadores também. Você tem que dosar entre cobrar, exigir, e dar confiança também a eles. Não vai cair o treinador, não vai cair nada. A gente vai continuar o trabalho porque tem convicção no que está fazendo”.
Marroquim disse que o CRB precisa avançar de fases na Copa do Brasil, por exemplo, para buscar reforços no mercado quando a janela reabrir (em 20 de julho). A alternativa também é tentar empréstimos de atletas ou liberar quem está no elenco para procurar opções.
“Não tem dinheiro novo. Ou entra dinheiro novo, ou você não tem o que fazer. Para ter contratação, ou você tem recurso em caixa ou você é irresponsável. Como nós não somos irresponsáveis, não tem dinheiro em caixa. Não adianta ter cobrança, “tem que contratar, tem que contratar…”. Não, tem que ter dinheiro. Dinheiro, para ter, ou você vai ter uma realocação de um atleta, algum jogador que esteja insatisfeito, ou vice-versa, e a gente realoca ele no mercado, abre um espaço, abre o financeiro e a gente traz um atleta”, explicou.
O calendário deste ano é diferente e segundo os dirigentes regatianos os clubes estão sofrendo com a quantidade de jogos em pouco espaço de tempo, perdendo o controle nas lesões. “A escolha de trabalhar com 30 atletas foi feita com planejamento desde o início do ano. Acho que o Brasil todo está sofrendo com isso. Talvez esse estrangulamento com a Copa do Mundo tenha trazido essas competições para o mesmo momento e nós não controlamos essas lesões traumáticas. E hoje a gente tem cinco lesões traumáticas aí, de joelhos, tornozelos e mandíbula. Isso aí você não consegue controlar. São atletas que, de fato, estão fazendo falta no nosso dia a dia, que talvez, com um grupo mais reduzido – que nós optamos em fazer uma equipe mais reduzida esse ano – a falta desses atletas aí realmente está piorando a nossa situação. E chega, às vezes, em determinado momento, que se você joga essa carga e continua dando essa carga aí, a chance de você ter lesões atraumáticas, ou seja, por questões musculares, aumenta bastante”, disse Marroquim.
Por Tribuna Independente
Foto: Francisco Cedrim / Ascom CRB














