A eleição do dia 27 de outubro vai definir os próximos passos institucionais do CSA. E deve ser uma aclamação. Com apenas a chapa “Resgate do Azulão 2 – União e Força” registrada até o encerramento do prazo ontem, a atenção agora se volta para os procedimentos eleitorais e para o plano de trabalho que será apresentado para o futuro do Azulão. O prazo para inscrição de chapas para terminou sem o registro de uma candidatura concorrente à chapa liderada pelo ex-presidente Rafael Tenório. Com isso, o empresário segue como único candidato inscrito para o pleito marcado para a próxima terça-feira, em Maceió. A eleição também definirá os integrantes dos conselhos Deliberativo e Fiscal do clube.
A ausência de uma segunda chapa encerra uma etapa importante da disputa eleitoral azulina e coloca em evidência a possibilidade de Tenório voltar à presidência por aclamação, caso sejam cumpridos os procedimentos previstos no processo eleitoral. A confirmação do resultado, porém, depende das formalidades conduzidas pela comissão eleitoral.
A composição registrada tem Rafael Tenório como candidato a presidente-executivo, Cristiano Mendonça para vice-presidente, Hugo Leahy para a Superintendência Administrativa e Luciano Lessa para a Superintendência de Esportes. O grupo pretende conduzir o CSA pelos próximos quatro anos, até 2030.
O nome de Rafael Tenório está diretamente ligado a um dos períodos mais vitoriosos da história recente do CSA. Ele assumiu o comando do clube no segundo semestre de 2015, quando o Azulão estava fora das divisões nacionais do Campeonato Brasileiro e precisava reorganizar sua estrutura esportiva.
A primeira passagem do dirigente ficou marcada por uma sequência expressiva de resultados. Em 2016, o CSA conquistou o acesso à Série C e terminou a Série D como vice-campeão. No ano seguinte, foi campeão brasileiro da Série C e subiu para a Série B. Em 2018, terminou a segunda divisão na vice-liderança e garantiu o retorno à elite do futebol nacional.
O clube disputou a Série A em 2019, completando uma trajetória de três acessos consecutivos em três temporadas. No futebol alagoano, a gestão também conquistou os estaduais de 2018, 2019 e 2021. Esse histórico ajuda a explicar por que Tenório continua sendo uma figura influente nos bastidores do clube. Entretanto, sua trajetória também tem episódios de instabilidade política e dificuldades esportivas que voltam a ser relevantes diante da possibilidade de um novo mandato.
Depois de deixar a presidência no fim de 2021, Rafael Tenório voltou ao cargo em fevereiro de 2023, quando a chapa “Resgate do Azulão II” foi eleita por aclamação. Na ocasião, o dirigente defendeu uma administração profissional e afirmou que o clube precisava superar os problemas financeiros.
O segundo período, porém, foi interrompido antes do fim do mandato. Em 14 de março de 2024, Tenório anunciou sua renúncia durante uma entrevista coletiva no CT Gustavo Paiva.
Por Tribuna Independente
Foto: Reprodução













