Apesar do número de assaltos a ônibus ter reduzido em Maceió, os usuários do transporte público ainda carecem de instrumentos que possam reforçar a segurança durante suas viagens. Além das câmaras instaladas na frente dos veículos, a ausência do monitoramento em outros pontos dificulta a identificação de autores de crimes menor potencial ofensivo.

Um Projeto de Lei quer a ampliação do alcance do sistema de videomonitoramento para mais segurança dos que andam de ônibus.

Segundo a vereadora Silvânia Barbosa (PRTB), autora do PL, é preciso que esse sistema de videomonitoramento vá além do motorista e do cobrador e se estenda até os passageiros.

O projeto de lei chegou a ser vetado pelo Executivo Municipal, mas foi derrubado na Câmara Municipal de Vereadores.

Segundo a vereadora, é importante que estas imagens de assaltos e furtos dentro de coletivos sejam divulgadas na imprensa como também para os órgãos de Segurança Pública. “É preciso que eles tenham acesso em tempo real a este monitoramento”.

Para ela, a partir do momento em que o criminoso entrar no coletivo, ele vai saber que o veículo está sendo 100% monitorado.

“Ele pensa duas vezes antes de cometer o delito, pois sua imagem será divulgada e posteriormente poderá ser preso”, afirmou Silvania Barbosa.

Barbosa disse que “às vezes a sociedade fala que os vereadores não estão dando a menor importância”, mas que acredita que é muito mais importante está desenvolvendo projetos como estes que a Casa vem desenvolvendo, do que armar as pessoas. “Não sabemos se aquela pessoa tem total condição para isto”.

Ausência de Fiscalização

Ainda segundo a vereadora, um exemplo de ausência de fiscalização é o projeto de lei proposto pelo vereador Kelmann Vieira que proíbe o uso de propagandas, os chamados “outbus”, nos ônibus que circulam em Maceió para que as pessoas que estão nas ruas possam ter uma visualização melhor do interior do coletivo e com isso inibir a ação criminosa.

Segundo a vereadora, o projeto de lei está em vigor, porém é comum encontrar coletivos fazendo o uso dos chamados “outbus”. “

Ainda segundo a vereadora, é totalmente frustrante ver que as leis propostas pelos legisladores não estão sendo executadas e fiscalizadas. “O legislativo tem feito seu trabalho, mas parece que os vereadores estão ali para brincar de fazer leis, pois os órgãos que deveriam executar e fiscalizar não cumprem as suas devidas funções”.

CADA MINUTO

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