governador Renan Filho (MDB) apresentou na última sexta-feira (26) a Matriz de Risco que vai nortear a implementação das fases do distanciamento social controlado em Alagoas. A possibilidade de evolução de uma fase para outra está condicionada as avaliações que serão realizadas em cada semana epidemiológica.

Questionado pela reportagem da Tribuna, se o governo estadual não tem receio de que aconteça uma nova onda ou uma ampliação do contágio da Covid-19 com a reabertura dos setores econômicos, a exemplo do que vem acontecendo em outros estados, Renan Filho disse que o estado sabe que isso pode ocorrer e por isso faz uma matriz dinâmica.

“A matriz não só tem caminho de ida. Ela tem caminho de ida e caminho de volta. Se tivesse só caminho de ida o estado não estaria preocupado, mas o estado está sim preocupado e está construindo isso com toda a sociedade. Essa pandemia é muito difícil e eu tenho dito o tempo inteiro nós só vamos sair dela com a colaboração de todos. Por isso é importante ter um modelo dinâmico que respeite o que ocorre na sociedade que é avaliado por parâmetros técnicos e divulgado de maneira transparente. Todos sabem que a gente pode evoluir e que a gente pode involuir dado os números e o comportamento da pandemia no nosso estado”, explicou.

Renan Filho afirmou que acredita em uma reabertura dos setores no próximo dia 1° de julho, mas que não tem nada certo.

“A análise será feita ao final dessa semana epidemiológica com os critérios apresentados. O que há e eu tenho dito a imprensa é que há uma tendência que isso ocorra. Porque há uma redução clara em Maceió no número de óbitos, na questão dos leitos, na taxa de letalidade. Então isso combinadamente dá condições para que o estado entre no distanciamento social controlado mudando de fase. Como vai ser? Nós vamos apresentar na semana que vem. Vamos apresentar através dessa matriz de risco semanalmente. Essa é a tendência, mas será avaliado por critérios técnicos ao final desta semana epidemiológica”.

Indagado sobre a fiscalização nos bairros do Benedito Bentes e Jacintinho em Maceió, que têm registrado altos índices de infecção pelo coronavírus e também têm sido alguns dos bairros que registram flagrantes desobediências ao decreto do governo estadual, Renan Filho disse apenas que Alagoas registra um dos maiores distanciamentos sociais do país e que não é fácil manter esse distanciamento.

“Há visões políticas diferentes, há politização da pandemia, há partidarização da pandemia. Tem gente que acha que só deve tratar com remédio e colocar todo mundo na rua. Tem gente que acha que o jovem deveria estar na escola estudando, tem gente que acha que todo o comercio deveria estar aberto. Tem sido muito difícil, nós vamos continuar intensificando as fiscalizações”.

MATRIZ NORTEADORA

De acordo com a Matriz de Risco – documento que serve como um norte para reabertura em cinco fases dos setores produtivos – o distanciamento social controlado será dividido em cinco fases distintas: vermelha (risco elevado), laranja (risco moderado alto), amarela (risco moderado), azul (risco moderado baixo) e verde (risco controlado).

O documento detalha ainda que para a transição de uma fase para a outra, serão considerados três eixos estratégicos: a Capacidade Hospitalar Instalada, tendo como parâmetro a taxa de ocupação de leitos com respiradores; taxa de ocupação de leitos gerais; e oferta de leitos com respiradores por 100 mil habitantes. A Evolução dos óbitos por semana epidemiológica: Óbitos por semana epidemiológica e taxa de letalidade e a Taxa de crescimento da Covid-19: Número de casos ativos/número de casos recuperados.

De acordo com o que foi apresentado, a última semana epidemiológica – período compreendido entre os dias 14 e 20 de junho – teve a menor taxa de letalidade das últimas cinco semanas. Foram 134 óbitos registrados, o que, pelos indicadores, significa um risco controlado.

A Matriz de Risco detalha ainda que a mudança de faixa está prevista a cada 15 dias e vai ocorrer de acordo com a evolução da doença. Atualmente o estado de Alagoas está na faixa vermelha e a próxima etapa deve ser a laranja, podendo ter início a partir do dia 1º de julho.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Carlos Victor Costa

(Foto: Assessoria)

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