O procurador Alfredo Gaspar de Mendonça Neto tomou posse, na noite desta sexta-feira (11), para o cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Alagoas (MPE). A solenidade foi realizada no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no Jaraguá, em Maceió, e reuniu autoridades do Judiciário, comércio, indústria e da sociedade civil.

Reeleito com 99,37% dos votos, o que equivaleu a 158 membros votantes, Alfredo Gaspar assume a condução dos trabalhos no MPE no biênio 2018 / 2020.

Durante a solenidade, o procurador falou sobre as expectativas para a nova gestão e também da repercussão da nomeação do filho, o advogado Carlos Mendonça Neto, para a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Adeal).

“As instituições e os poderes precisam se fazer respeitadas, mostrando a sociedade que são sérias e prestam um serviço de qualidade. Sabemos que temos muitas deficiências a serem ultrapassadas, mas continuaremos trabalhando muito com os poderes para fazermos o possível para ter a confiança do povo alagoano”, disse ele.

O procurador também enalteceu o relacionamento e a importância do Tribunal de Justiça. Segundo Mendonça, o Judiciário é a “mola mestra” na resolutividade dos conflitos. “Temos que prestigiar o poder e acreditar nele, e é o que todo dia o MP faz”, enfatizou. “Em 2018 atuamos em mais de 3 mil feitos processuais. Ele é um grade parceiro nosso”.

Explicação

Sobre a nomeação de seu filho para uma função no segundo escalão do governo do Estado, a convite do próprio governador Renan Filho (MDB), ele considerou importante deixar claro que não teve nenhuma relação direta com o fato.

Conforme revelou, foi contrário à indicação, mas informou que o deixou livre para se posicionar sobre o convite, por “ser maior de idade” e “ser uma pessoa séria”.

“Não tinha tido ainda a oportunidade de falar sobre isso. Tenho dois filhos e eles nunca tiveram emprego público e eu sempre tive postos-chave como o Gecoc [Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas], que investiguei várias prefeituras. Já ultrapassei várias barreiras e obstáculos em um estado tão pequeno e de compadrio”, justificou.

Ele contou, também, que a única responsabilidade que teve com esse processo foi que, enquanto secretário de Segurança Pública, o filho criou um relacionamento com o governador e, posteriormente, participou de sua campanha.

“Eu não o ajudei, porque esse não é o meu aspecto. Não interferi. Confesso que particularmente preferiria que ele não tivesse aceito. Mas, como disse, apenas pude orientar. Uma vez aceitando, quero que seja correto e cumpra sua função”, completou o procurador.

Alfredo lembrou também que o MPE é muito maior que ele próprio e continua prestando relativos serviços à sociedade alagoana. Como exemplo, citou a atuação do órgão enquanto ocupou a função no governo.

Por Marcos Rodrigues | Portal Gazetaweb.com

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