Prefeitura de Maceió está estudando transferir alguns moradores do bairro do Pinheiro para um conjunto habitacional localizado no Benedito Bentes. Outros locais para a construção de novas moradias estão sendo analisados. A informação foi repassada pelo prefeito Rui Palmeira na manhã desta sexta-feira (29), durante a inauguração de um hotel no bairro da Jatiúca.

Além disso, o gestor municipal negou que todo bairro seja área vermelha, como afirmou a coordenação da Defesa Civil Estadual durante sessão no Senado Federal.

“Temos um conjunto habitacional que fica próximo e esperamos começar as obras o mais rápido possível. No final do ano passado contratamos perto de 6 mil moradias. Se retirarmos as 1800 específicas para a Lagoa Mundaú ainda teríamos 4 mil que serão construídas em outras áreas da cidade. Essas vamos conseguir entregar num curto espaço de tempo, inclusive temos um no Benedito Bentes que será entregue agora em junho e tem 500 unidades. Não vejo na proximidade áreas disponíveis para residenciais, mas precisamos do relatório final para saber quantas pessoas serão removidas de forma definitiva. Mas reafirmo que não será evacuado todos os bairros de Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Isso não será necessário. Já retiramos 500 famílias e vamos remover aproximadamente mais 1300 e provavelmente essas famílias não retomarão”, afirmou.

Rui participou durante a semana de reuniões em Brasília com o ministro de Minas e Energia, do secretário da Defesa Civil Nacional, da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) e de todos os órgãos envolvidos no problema do Pinheiro. Segundo ele, é o momento de tranquilizar a população. Ele afirmou que a área de tensão permanece a mesma e o bairro não está todo “vermelho” e que a informação passada foi uma falha de comunicação.

“Gerou muita confusão a apresentação feita pela CPRM no Senado Federal. Quando se mostrou uma área que está sendo estudada as pessoas entenderam que tudo era área vermelha e de risco e isso não existe. As áreas de tensão continuam sendo a vermelha, amarela e laranja da mesma forma. É preciso acalmar um pouco a população, que se evite as fake News, porque isso tem gerado muito pânico”.

Palmeira disse que gostaria de tranquilizar também a população de Bebedouro e Mutange, que entrou na área de risco depois que a prefeitura assinou o decreto de estado de calamidade.

“A situação do Mutange já é especialmente complicada porque é uma área de barreira, de risco, e com tudo o que vem acontecendo, existe uma instabilidade maior. Estamos preocupados com isso e trabalhando também com a possibilidade de algum tipo de remoção de parte da barreira do Mutange, Borracharia e Alto do Céu.  Mas precisamos ter cautela. Esses bairros não vai desaparecer ou afundar”, pontuou.

Rui Palmeira disse ainda que algumas áreas, como Jardim Acácia e Divaldo Suruagy, não poderão mais ser ocupadas.

“Aqueles prédios não terão mais condições, já que há rachaduras enormes e eles estão comprometidos, assim como algumas casas com grandes rachaduras. Estamos trabalhando com os pés do chão, sem estar alardeando e fazendo exploração desse fato. É uma questão trágica, pois milhares de famílias não têm dormido, não têm sossego. Precisamos acalmar as pessoas. Dia 30 teremos o relatório final que mostrará as causas do que está acontecendo”.

De acordo com ele, a prefeitura está pensando em possibilidades de habitação para essas pessoas, seja em residenciais que a gestão já está construindo ou em outras regiões da cidade,o que demoraria mais. Nas áreas que não poderão mais ser ocupadas deve haver demolição dos imóveis e cercamento da região.

De acordo com ele, caso haja um culpado pelo problema, a prefeitura buscará sua responsabilização. “Se houver esse culpado, vamos sim buscar a penalização desse culpado e que ele ajude a prefeitura e o estado fazendo obras e melhorias necessárias”, expôs.

Novo empreendimento

O prefeito esteve na manhã de hoje na inauguração de um hotel no bairro da Jatiúca com capacidade de 350 leitos. Rui comemorou o investimento e a geração de mais de 50 empregos diretos.

“É bom porque são empresários jovens acreditando na cidade e gerando emprego. Quanto mais turistas, mais emprego e renda para o maceioense. Há uma cadeia imensa de pessoas que dependem do turismo ou que complementam sua renda com ele. É sempre importante que tenhamos mais hotéis e hotéis de qualidade”, finalizou.

Por Tatianne Brandão e Larissa Bastos

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