O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para a próxima segunda-feira (21) o julgamento do dissídio da greve dos trabalhadores dos Correios, que começou no dia 17 de agosto passado. A medida foi tomada após novo fracasso nas negociações entre a empresa e os sindicatos da categoria na última sexta-feira (11).

Enquanto isso, cerca de três milhões de objetos postais, entre encomendas e correspondências, estão acumulados nos Correios de Alagoas. A informação é do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect/AL).

De acordo com o presidente da entidade, Alisson Guerreiro, os grevistas são contra a privatização da estatal, reclamam do que chamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos. “Esperamos que o resultado na próxima segunda-feira seja positivo para os trabalhadores, tendo em vista que sabemos que os Correios tiveram lucro no primeiro semestre de 2020, na ordem de R$ 614 milhões. Prova que os Correios não passam por dificuldades, diferente de outras empresas no país”, frisou.

“Que realmente se faça justiça pelo acordo coletivo dos trabalhadores e que se mantenha o que já temos como foi acordado no ano passado pelo próprio TST e foi retirado pela empresa, que estaria em vigência até 2021”, emendou Alisson Guerreiro.

JULGAMENTO

No julgamento do próximo dia 21, os ministros do TST podem decidir o valor do reajuste salarial e outras cláusulas que passarão a vigorar no novo acordo coletivo de trabalho dentro dos Correios. No julgamento do último dissídio coletivo da categoria, os ministros do TST decidiram, por exemplo, pela exclusão de pais e mães do plano de saúde da empresa.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), a greve foi deflagrada em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas. Segundo a entidade, foram retiradas 70 cláusulas de direitos em relação ao acordo anterior, como questões envolvendo adicional de risco, licença-maternidade, indenização por morte e auxílio-creche, entre outros benefícios.

Empresa mantém serviços para reduzir os efeitos da paralisação

Os Correios seguem trabalhando para reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados. Segundo a estatal, durante o último fim de semana e feriado de Dia da Independência, os empregados das áreas administrativa e operacional estiveram mais uma vez unidos em prol da manutenção dos serviços da estatal.

“Nas últimas quatro semanas, seguindo o plano de continuidade do negócio, já foram mais de 187 milhões de objetos postais, entre cartas e encomendas, entregues em todo o país”, disse a empresa.

A rede de atendimento segue aberta e os serviços, inclusive o Sedex e o PAC, continuam disponíveis. As postagens com hora marcada permanecem temporariamente suspensas – medida em vigor desde o anúncio da pandemia.

Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 3003-0100 e 0800 725 0100 ou pelo endereço http://www.correios.com.br/fale-com-os-correios .

ENCOMENDAS

Sobre as encomenda, o padrão dos Correios é entregar no endereço indicado pelo remetente. Porém, quando o objeto for endereçado a localidade onde não há distribuição domiciliar ou quando as tentativas de entrega não forem bem sucedidas, a encomenda ficará disponível para retirada na unidade mais próxima do endereço indicado.

“Para acompanhar a movimentação de um objeto, basta informar seu código de rastreamento em nosso site. Se nossos sistemas já mostrarem o nome e endereço da unidade para retirada, o objeto já estará disponível para coleta pelo cliente”, explica a empresa.

Caso o próprio cliente não possa retirar sua encomenda, outra pessoa poderá ser autorizada a fazê-lo.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Ana Paula Omena

(Foto: Edilson Omena)

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