Atividade física moderada e regular pode mudar a forma como o cérebro funciona, melhorando imediatamente a memória, segundo um estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, publicado no Jornal da Sociedade Internacional de Neuropsicologia.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios regulares afetam o cérebro, aumentando a produção de neurotransmissores, melhorando o raciocínio. Nesse estudo, o foco foi a memória.

Foram selecionados 32 idosos fisicamente ativos, entre 55 e 85 anos. Eles tinham que ir ao laboratório duas vezes por semana. Enquanto um grupo pedalava uma bicicleta ergométrica por 30 minutos – o exercício deveria estimular, mas não esgotar os participantes – o outro apenas descansava.

Em seguida, todos eram submetidos ao mesmo teste – tanto os que se exercitaram quanto os que não praticaram atividade física. Esse teste consistia em reconhecer nomes de pessoas famosas enquanto a atividade cerebral era acompanhada por meio de ressonância magnética. Reconhecer nomes públicos são um elemento importante da memória semântica, o conhecimento sobre o que nos cerca, segundo o estudo.

Os pesquisadores esperavam que essa região da memória não reagisse após o treinamento, mas ocorreu justamente o contrário. A área do cérebro relacionada à memória se mostrou muito mais ativada depois do exercício do que do descanso.

O estudo faz uma analogia com o que acontece com os músculos. Quando uma pessoa começa a se exercitar, há um grande esforço dos músculos para queimar energia. Mas, à medida em que ela fica em forma, os músculos respondem com mais eficiência, utilizando menos energia para a mesma atividade.

Os pesquisadores acreditam que um fenômeno parecido ocorre em relação à atividade cerebral. O exercício é capaz de regular melhor a função de determinadas áreas cerebrais, entre elas, a relacionada à memória.

R7.COM

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